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Sites comercializam fãs no Twitter e no Facebook

 

     
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Com preços acessíveis, a compra de fãs no Facebook e seguidores no Twitter atrai tanto usuários comuns como agências de publicidade -estas, tentando turbinar a popularidade de seus clientes.

"Nosso serviço é polêmico, muita gente critica. As pessoas inflam seus números [de seguidores no Twitter ou "likes" no Facebook] de forma artificial, principalmente por vaidade, em busca de fama", contou à Folha o programador Rafael Franco, 29, que administra ao menos quatro endereços com serviços do tipo.

No Brasil, um modelo popular de compra para o Twitter é baseado em usuários que aceitam seguir outras pessoas recebendo em troca alguns seguidores. Funciona assim: quem digita seu nome de perfil e senha do microblog em sites como o Big Follow passa a ser seguido na hora por até 20 perfis.

Em troca, o usuário é obrigado a seguir de volta não só esses mesmos 20 perfis mas também as contas de clientes VIP, que pagaram por pacotes de ao menos 500 seguidores. Além disso, quem se cadastra passa a mandar tuítes automáticos de publicidade.

E os seguidores são todos reais? "Não tem como ter 100% de controle dos perfis falsos. Tem gente que cria um falso para testar o produto antes de colocar o seu perfil real. Mas é uma minoria", afirmou Bruno Maciel, 22, administrador de três endereços.

Os serviços existem há mais de dois anos, mesmo desrespeitando as regras estabelecidas pelo Twitter.

Um dos 19 termos contra spam do microblog diz que o usuário pode ser suspenso se ele "usar ou promover websites de terceiros que prometem atrair mais seguidores" ou se "seguir um grande número de usuários em um curto período de tempo".

No exterior, é comum a venda a baciada, com a entrega de até 16 mil seguidores em duas horas por R$ 10.

Para o Facebook, existem outras estratégias. "Temos uma rede internacional de pessoas que pagamos para 'curtirem' páginas. É gente aleatória que faz qualquer coisa por um pouco de dinheiro", disse ao jornal "The New York Observer" Matthew Prepis, diretor de uma agência de New Jersey (EUA).

Questionado pela Folha, o Facebook afirmou, em nota, que "incentivar alguém a 'curtir' uma página é uma violação dos termos de serviço".

A irregularidade não é um impedimento para sites como o brasileiro Add Likes, que oferece pacotes de cem "curtidas" por R$ 50 e de mil "curtidas" por R$ 400.